terça-feira, 21 de junho de 2011

"Mens sana in corpores sano"


Partindo da necessidade de exercitar a mente da mesma forma que se precisa exercitar o corpo, surgiu a ideia de criar este blog. Não da obrigação, mas da consciência de que falta-nos a frequencia desta valorosa iniciativa.

Talvez por isso, vivemos em um mundo em que as letras, palavras e discursos são raramente utilizados para melhorar efetivamente a vida das pessoas. E quando assim acontece, melhoram somente a vida daqueles que as usam para si em tal finalidade.

Pense nisto!

Um abraço e até breve!


Se eu tivesse voce...


Admiro-te quando me olhas com teus lindos olhos verdes,
inocentes, distantes e brilhantes
mais que todas estrelas do céu...

Admiro-te quando sorris inclinando levemente a cabeça para trás,
quando tiras teu cabelo do rosto
ou quando colocas a mão na boca para sussurrar...

Admiro-te quando falas,
quando te calas
calando também todos em volta com tua beleza...

Admiro-te quando cantas,
porque sempre encantas
quem quer que seja que escute tua voz...

Admiro-te quando andas, quando paras
e quando teu cabelo brilha e balança
com a mais leve brisa...

Admiro-te de onde a distancia permite-me somente admirar
porque quero-te bem mais do que poderia querer
tão certo de que meu querer é apenas meu...

Quero-te não menos do que só te querer,
porque intensamente te quero
e toda intensidade é insuficiente para dizer...

Quero-te bem mais do que uma vida
ou a simples existência pudesse me conceder,
pois toda a eternidade seria ainda efêmera
se eu tivesse você...

Heber Queiros

sábado, 31 de outubro de 2009

"A verdadeira questão social brasileira não é ser negro, mas pobre"

(tema da redação do concurso do TJ-MA2009)



Nem tanto ao mar, nem tanto à terra


Muitas são as opiniões acerca da questão social brasileira. Se não há consenso entre os cientistas sociais, que são especialistas neste assunto, pode-se imaginar então em que proporção tal divergência se revelaria entre os demais setores da sociedade brasileira.

O filólogo francês Michel de Certau afirmava que todo discurso está situado no lugar social de que foi proferido. Sendo assim, a multiplicidade de visões sobre os problemas sociais ocorreria também entre os diferentes estratos da sociedade.

Se por um lado afirma-se que a questão da inclusão ou exclusão é de natureza material e não etno-racial, naturalmente haverá de compreender que outros afirmariam o contrário. incoerente é ter alguns exemplos isolados como regra geral, pois o raciocinio por similitude é perigoso - alertava o filósofo francês Pascal Ide, em sua "Arte de Pensar".

Todos sabem que a esmagadora maioria da população em questão vive em condições precárias e quase sem condições de ascensão, mas o IBGE também revela - e que muitos ignoram insistentemente - que a maioria destes é negra.

Inúmeros sãos os exemplos, tanto em nível mundial quanto próximos a nós, de pessoas pobres tornando-se prósperas materialmente; mas quantas destas são afrodescendentes?

Portanto, podemos consider que o câncer social da exclusão e discriminação vitimam a população pobre, sem dúvida alguma. Porém, o que não se pode esquecer é quem compõe - em sua quase totalidade - esta parcela da socidade brasileira: Os descendentes daqueles que foram um dia "as mãos e pés" dos "Grandes Senhores" desta nação.

Escreva sua opinião!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Há quem diga...

Há quem diga que o verde anda tão fora de moda
que até já vestiram a natureza com a tendência da próxima estação

Há cinzas para todos os lados
de tanto ver tanta coisa cinza
as opiniões tornaram-se monocromáticas
e daltônica ficou a "tão perfeita" visão

Há quem diga que esta paisagem concreta é tão surreal
que na própria estética do mundo real
fez da natureza uma mera abstração

Há quem diga que
tudo isso é relativamente uma questão de ótica
porque depende de onde você olha
e tudo que se ver não passa de ilusão

Há quem diga que as visões do paraíso urbano
entre "Casas Grandes" e "Favelas-senzalas"
do céu e do inferno é a representação

Há indiferença por todos os lados
de tanto ver tanta indiferença
a consciencia tornara-se retórica
e o discurso moral a mais pura dissimulação